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Fator R aplicado ao Simples Nacional

Fator R aplicado no Simples Nacional

Por: Coan Contabil em sexta-feira, 04 de outubro de 2019 às 19:00

Empresas optantes do Simples Nacional deve ficar atentas ás diversas particularidades desse regime, para evitar possível exclusão ou mesmo apurar ou recolher documento único de arrecadação valores divergentes do real.

Empresas optantes pelo regime tributário do Simples Nacional apesar de possuir tratamento diferenciado dispensado a seu favor, na prática o profissional tributário deve se atentar as mais diversas particularidades das empresas que ingressam, evitando cenário de possível exclusão ou mesmo apurar ou recolher em documento único de arrecadação valores divergentes do real devido. Recolhimento indevido quando a menor pode gerar passivos tributários futuros e recolhimento indevido a maior pode gerar uma incerteza por parte do sócio ou administrador para com o responsável deste setor, considerando ainda o desembolso financeiro a maior ocorrido gerando horas de retrabalho para a compensação ou restituição dos valores após sua correção.

O que é Fator R?

É um cálculo praticado considerando valores de faturamento e valores de folha de salários com o qual obter-se-à um determinado percentual. Este percentual É obtido pelo Fator R e definirá em qual Anexo deverá a empresa tributar naquele determinado mês, no Anexo III ou Anexo V.

Cálculo de Fator R

O Fator R é calculado pela razão entre a folha de salários e a receita bruta da pessoa jurídica, ambos valores considerando a soma de doze meses imediatamente anteriores ao período de apuração. Considera-se que folha de salários, incluindo encargos, o montante pago a título de remunerações a pessoas físicas decorrentes do trabalho, acrescido do montante efetivamente recolhido a título de contribuição patronal previdenciária e FGTS incluindo as retiradas de pró-labore. Considera que receita bruta o produto de venda de bens e serviços nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia, não incluídas nas vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos.
A Fórmula é:
Fator R= (Folha de Salários 12 meses anteriores)/(Receita Bruta 12 meses anteriores).

Utilização Fator R

Para saber em qual Anexo de tributação utilizar seja no Anexo III ou Anexo V, devemos observar qual Fator R obtido seja igual ou superior a 28% (vinte e oito por cento), então a pessoa jurídica deverá fazer o uso do Anexo III. Caso o Fator R obtido seja inferior a 28% (vinte e oito por cento), então por óbvio a pessoa jurídica deverá fazer o uso do Anexo V.

A empresa que dispor de uma folha de salários igual ou acima de 28% em relação ao seu faturamento (observados os devidos conceitos já apresentados anteriormente) deverá ser tributada nos moldes do Anexo III, caso contrário deverá fazer o uso do Anexo V.

Diferença dos Anexos

A empresa que possui folha de salários igual ou acima de 28% em relação ao seu faturamento e foi destinada a tributar nas alíquotas utilizadas do Anexo III terá benefício em relação as alíquotas utilizadas, comparando com outra empresa com o mesmo faturamento mas tributada no Anexo V.
A primeira faixa de tributação do Anexo III estamos tratando de um limite de faturamento de R$ 180.000,00 (cento e oitenta mil reais) onde a alíquota de tributação aplicada é 6% o mesmo limite de faturamento, mas o Anexo V a alíquota de tributação aplicada é de 15.5% . Estamos tratando de uma diferença direta de 9,5%.

Atividades Sujeitas ao Fator R

Estão sujeitas a verificação do Fator R e por consequência a possível tributação no Anexo III ou V, as atividades listadas abaixo:
– Fisioterapia;
– Arquitetura e Urbanismo;
– Medicina inclusive laboratorial;
– Enfermagem;
– Odontologia e prótese dentária;
– Psicologia, psicanálise, terapia ocupacional, acupuntura, podologia, fonoaudiologia, clínicas de nutrição e de vacinação e bancos de leite;
– Administração, locação de imóveis de terceiros;
– Academias de dança, capoeira, ioga e de artes marciais;
– Academias de atividades físicas, desportivas, de natação e escolas de esportes;
– Elaboração de programas de computadores, inclusive jogos eletrônicos, licenciamento ou cessão do direito de uso de programas de computação;
– Planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas;
– Empresas montadoras de estandes para feiras;
– Laboratórios de análises clínicas ou de patologia clínica;
– Serviços de tomografia, diagnósticos médicos por imagem, registros gráficos e métodos óticos, bem como ressonância magnética, engenharia, medição, cartografia, topografia, geologia, testes, suporte e análises técnicas e tecnológicas, pesquisa, design, desenho e agronomia;
– Medicina veterinária;
– Serviços de comissaria, de despachantes, de tradução e de interpretação;
– Representação comercial e demais atividades de intermediação de negócios e serviços de terceiros;
– Perícia, leilão e avaliação;
– Auditoria, economia, consultoria, gestão, organização, controle e administração;
– Jornalismo e publicidade;
– Agenciamento;
– Serviços decorrentes do exercício de atividade intelectual.













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